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Patogênese
POSSÍVEIS MECANISMOS DO DESENVOLVIMENTO
DA TSP/HAM
INTRODUÇÃO
Os linfócitos T citolíticos (CTL)
aparecem como papel importante em infecções virais,
especialmente em infecções de retrovírus.
Clones de Tax 11-19 do HTLV-I, tem sido isolado de células
T citotóxicas específicas do HLA-A2-positivos. Os
pacientes com TSP/HAM apresentam um número significante
(14%) de linfócito T CD8+ para peptídeos da região
Tax11-19 do HTLV-I em sangue periférico. Comparações
simutâneas do sangue periférico e do líquor
cefaloraquiano( LCR) de um o paciente, revelou 2,5 mais Tax11-19-específicas
em células T no LCR (24 vs 9% em linfócitos do sangue
periférico). Análises do HTLV-I Tax11-19-CTL em
pacientes com TSP/HAM mostrou diferentes marcadores de ativação
intracelular de TNF-alfa e IFN-gama dependendo da gravidade da
doença. A presença das CTL, demonstrou que o HTLV-I
Tax11-19 são ativados e persistindo durante a fase crônica
da doença e se acumulando no CSF (25).
Além de possuir características líticas,
as CTL ou outras células mononucleares são fontes
importantes de mediadores pós-inflamatórios solúveis
que contribuem significativamente com a patogênese da TSP/HAM
(26). Em um estudo, a infecção pelo HTLV-I aumenta
a secreção de IL-6 em cultura de células
da microglia em humanos, mas não apresentaram estímulo
para a liberação de IL-1 em monócitos ou
células da microglia. Assim, TNF-alfa e IL-6 tem sido implicado
no processo inflamatório de desmielinização
e gliose, sendo sugerido que células da microglia humana
e monócitos infectados e ativados pelo HTLV-I poderiam
ter um papel na patogênese da TSP/HAM (27,28).
Outro fator solúvel, chamado fator beta
de crescimento (TGF-ß) é responsável pela
regeneração de tecidos danificados na coluna espinhal
e pode atrair mais antígenos de HTLV-I para o LCR. De fato,
a resposta proliferativa de células CD8+ versus a cultura
e irradiação de células autólogas
CD4+ que possuíam antígenos de HTLV-I, foram significantemente
inibidas pelo TGF-ß1. Entretanto, a ativação
in vitro do HTLV-I, foi avaliada pela proliferação
espontânea de células T CD4+, e estas não
foram afetadas pelo TGF-ß1. A indução de antígenos
intracitoplasmático do HTLV-I em culturas de células
CD4+ foi facilitado pelo TGF-ß1 de modo dose-dependente.
Entretanto, TGF-ß pode ter um papel crítico na localização
da ativação viral dentro do sistema nervoso central
(SNC) em pacientes com TSP/HAM (29).
O sistema humoral também tem um papel importante
na patogênese, e a ativação da via clássica
do sistema complemento, pode contribuir para o processo inflamatório
que ocorre nesta doença (30). A presença de IgM
e altos títulos de IgG e anticorpos de IgA contra a proteína
HTLV-I, principalmente a proteína Tax, acrescido do aumento
da carga de DNA proviral do HTLV-I, pode apresentar uma correlação
na patogênese de TSP/HAM (31). Porém, altos níveis
de anticorpos podem contribuir para o aumento da carga viral em
pacientes com TSP/HAM, sem necessariamente ser prejudicial ou
causar a doença.
Além da indução de IL-2 e
seu receptor na TSP/HAM, há fatores genéticos que
podem conferir a um aumento na resposta imune contra o HTLV-I.
Por exemplo, foram encontrados haplotipos em 70% dos pacientes
japoneses com TSP/HAM, mas não em indivíduos com
ATL (30). Também, linfócitos de sangue periférico
que apresentam este haplótipo exibem uma resposta imune
elevada contra antígeno de HTLV-I, considerando que haplótipos
associados a ATL apresentam baixa resposta (32).
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