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Patogênese
POSSÍVEIS MECANISMOS DO DESENVOLVIMENTO
DA TSP/HAM
INTRODUÇÃO
Tem sido proposto, que a infecção
pelo HTLV-I poderia ser o resultado da expressão de uma
única seqüência chamada pX com o genoma proviral
(11). A pX codifica um ativador conhecido como Tax, sendo demonstrado
pela indução da variedade de genes celular hospedeiro,
incluindo a inteleucina-2 (IL-2) e seu receptor in vitro. Alterando
a regulação dos genes celulares pela transativação
do elemento pX, começando um processo de ativação
das células T e proliferação com subseqüentes
eventos que conduzem a uma inflamação no sistema
nervoso em TSP/HAM ou a transformação maligna em
ATL (11).
Recentemente, pesquisadores sugerem que a ativação
imune pode contribui com às mudanças histopatológicas
na TSP/HAM. Processos inflamatórios, com a presença
de células mononucleares e linfócitos, tem sido
observados no sistema nervoso central (SNC) (12,13). Isto tem
sido demonstrado, que o estado de ativação imune
celular na TSP/HAM é dirigido para a expressão concomitante
de HTLV-I pX mRNA e da auto regulação de IL-2 e
IL-2Ra, nesses pacientes. Assim, pacientes com TSP/HAM e portadores
assintomáticos do HTLV-I podem representar uma fase autócrina
da infecção pelo HTLV-I, onde atividade do gene
tax induz a produção IL-2 e este receptor, conduzindo
a proliferação policlonal de células T. Em
contraste, não há evidência do tax ou a transcrição
IL-2 ou a proliferação espontânea em pacientes
com ATL, apesar de níveis muito altos de expressão
IL-2Ra e IL-2R solúvel nestes pacientes (12).
De fato, estima-se que a integração
do HTLV-I está presente em 3 a 15% nas células mononucleares
(CMN) de pacientes com TSP/HAM. Uma alta relação
associada de CD4/CD8, com a presença de células
de T ativadas e com alto nível de expressão no haplótipo
DR foi observada na maioria dos pacientes. Para isto, foi mostrado
que o DNA proviral de HTLV-I e a alta freqüência do
vírus em CMN são maiores em indivíduos com
TSP/HAM ou relativo a portadores de HTLV-I. Estes dados concordam
com a idéia que a carga viral de HTLV-I é importante
para o aparecimento dos sintomas neurológicos (14-16).
Esta hipótese, pode ser testada com o uso da terapia anti-retroviral
contra o vírus da imunodefeciência humana (HIV-1),
que tem conduzido a melhora de alguns pacientes com TSP, que eram
coinfectados com HIV-1/HTLV-I (Casseb J e Penalva-de-Oliveira
AC, dados inéditos).
O fenômeno de autoimunidade pode contribuir
para a patogênese da TSP/HAM. Observando que o DNA proviral
do HTLV-I foi detectado apenas no núcleo de linfócitos
que infiltraram a medula espinhal. Entretanto, nenhum DNA proviral
foi amplificado em qualquer célula neuronal, incluindo
neurônios e células glia. Isto indica que a desmielinização
na coluna espinhal pelo HTLV-I, é improvável ser
o resultado da infecção viral de oligodendrócitos
ou células neuronais. Estes achados sugerem que o mecanismo
auto imune na TSP/HAM (17) e que o processo neurológico
pode estar associado com um ativador celular e com a resposta
imune mediada por anticorpos, em alguns pacientes.
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