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Patogênese
PATOGÊNESE DA PARAPARESIA ESPÁSTICA
TROPICAL/ MIELOPATIA ASSOCIADA AO VÍRUS LINFOTRÓPICO
DE CÉLULAS T HUMANAS (TSP/HAM).
INTRODUÇÃO
O
vírus linfotrópico de células T humanas tipo
1 (HTLV-I) é um vírus de progressão lenta
e com baixa virulência. Entretanto, poucos indivíduos
com paraparesia espática tropical e a mielopatia associada
ao HTLV-I (TSP/HAM), apresentam características imunopatológicas
como proliferação de linfócitos T. Isto está
relacionado com a alta produção de interleucinas,
como IL-2, em alguns indivíduos infectados pelo HTLV-I.
De fato, indivíduos infectados pelo HTLV-I, apresentam
capacidade de ativação, proliferação
e de diferenciação das células T. Para isto,
dois mecanismos são explicados: 1) as células T
são normais e 2) as células T apresentam deficiência
genética, com possíveis resultados neoplásicos.
Isto demonstraria o surgimento da leucemia de célula T
do adulto (ATL), sendo um processo altamente patogênico
e conduzindo, freqüentemente, à morte dentro de alguns
meses, sem considerar os efeitos da terapia (2).
A
TSP/HAM, relatada por pesquisadores japoneses, é uma doença
neurológica desenvolvida em 14 de 1464 indivíduos
HTLV-I-infectados após um longo período de incubação,
com idade aproximadamente entre 43 anos (3). As principais características
neurológicas da TSP/HAM consistem em contrações
e fraqueza nos membros inferiores, distúrbios urinários,
e perturbações sensórias a nível torácico
(4,5). Os principais achados patológicos consistem na reação
inflamatória e processo de desmielinização
localizado na coluna vertebral (6,7). Uma alta concentração
de células T e monócitos é encontrada nesta
região, mas nenhuma evidência de malignidade foi
descrita nestas células (8-10). Desde, que o processo histopatológico
das TSP/HAM é essencialmente inflamatório, o mecanismo
pelo qual o HTLV-I causa esta doença difere da ATL.
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