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Patogênese

PATOGÊNESE DA PARAPARESIA ESPÁSTICA TROPICAL/ MIELOPATIA ASSOCIADA AO VÍRUS LINFOTRÓPICO DE CÉLULAS T HUMANAS (TSP/HAM).

The Tropical of spastic paraparesis/Human T cell leukemia type 1-associated myelopathy (TSP/HAM). Brazilian Journal of Medical and Biological Research.33:1395-1401, 2000

 

J. Casseb 1,2 and
A.C. Penalva-de-Oliveira 1,3

1 Instituto de Moléstias Infecciosas "Emílio Ribas" e
2 Laboratório de Alergia e Imunologia Clínica, Departamento de Dermatologia, Faculdade de Medicina, Universidade de São Paulo, São Paulo, SP, Brasil
3 UPC - Unidade de Pesquisa Clínica sobre STD/AIDS, Divisão de Moléstias Infecciosas, Departamento de Medicina Interna, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, SP, Brasil


Correspondence
J. Casseb
Laboratório de Alergia e
Imunologia Clínica
Departamento de Dermatologia
FM, USP
Av. Dr. Arnaldo, 455, Sala 2345
01246-903 São Paulo, SP
Brasil
Fax: +55-11-881-7190
E-mail: j31@hotmail.com

Research partially supported by
FAPESP (No. 99/11188-1) and CNPq
(No. 150115/98-9).

Received December 10, 1999
Accepted

Authors: J. Casseb and A.C. Penalva-de-Oliveira
Running title: Tropical spastic paraparesis/human T-cell leukemia type 1-associated myelopathy pathogenesis


RESUMO

A paraparesia espástica tropical, conhecida também como mielopatia associada ao vírus linfotrópico de células T humanas (TSP/HAM) é causada por um retrovírus humano, chamado de vírus linfotrópico das células T humanas tipo I (HTLV-I), após um longo período de incubação. A TSP/HAM é caracterizada pôr uma paraparesia crônica e progressiva com distúrbio esfincteriano, perda sensorial, ausência de compressão de coluna espinhal e soropositividade para anticorpos contra HTLV-I. A patogênese desta virose não é muito conhecida, e envolve fenômeno de ativação imune contra a presença de antígenos do HTLV-I, conduzindo a um processo inflamatório de desmielinização, principalmente no medula espinhal torácica. Nós podemos resumir a patogênese da TSP/HAM, nas seguintes hipóteses: 1) presença de antígenos HTLV-I na coluna espinhal lombar, notificado pelo aumento de carga viral (DNA) para HTLV-I; 2) as funções líticas dos linfócitos T citotóxicos (CTL) ou pela produção de fatores solúveis, como CC-quimocinas, citocinas, e moléculas de adesão; 3) presença do gene de expressão tax, ativando as células proliferativas ou induzindo a um processo inflamatório na coluna espinhal; 4) a presença de células B, produtoras de anticorpos neutralizantes, ou ativação do sistema complemento, e 5) baixa produção IL-2, aumento de IFN-g e a existência de um fator genético envolvendo alguns haplotipos do complexo principal de histocompatibilidade (HLA). Todos estes fatores estão implicados no curso da doença TSP/HAM e estudos adicionais são necessários para investigar o papel do sistema imune no desenvolvimento de TSP/HAM.

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