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Epidemiologia

HTLV-2

Prevalência

Até recentemente, não havia informação disponível para diferenciar HTLV-II do HTLV-I, devido, em parte, pela falta de testes sorológicos relativos à soroepidemiologia ou modos de transmissão de HTLV-II. HTLV-II é prevalente entre os usuários de droga injetáveis, nos EUA e na Europa (52,53); mais de 80% da soropositividade de HTLV-I/II em usuários de drogas nos EUA, é devida à infecção pelo HTLV-II (54). HTLV-II também parece ser endêmico em populações indígenas americanas, inclusive os índios Guaymi no Panamá (55) e os da Flórida (56) e Novo México (57). Doadores de sangue infectados pelo HTLV-II informam, com freqüencia, ou uma história de uso de drogas injetáveis ou de contato sexual com um usuário de droga injetável (6,58). Há referência de porcentagem menor com história de transfusão de sangue. No Brasil, também o uso de droga injetável é um importante modo de contaminação. Assim, indivíduos infectados pelo HIV-1, vírus da hepatite C, clientes de hemodiálise deveriam ser testados para anticorpos anti-HTLV-I/II.

 

Transmissão

Presume-se que o HTLV-II seja transmitido de froma semelhante à o HTLV-I, porém, sabe-se muito menos sobre os modos específicos e a eficiência da transmissão do HTLV-II. Um estudo de 20 crianças, não amamentadas, nascidas de mulheres infectadas pelo HTLV-II, na Cidade de Nova Iorque, EUA, não evidenciou transmissão aos recém-nascidos (59). O provírus de HTLV-II foi descoberto em leite materno de mães HTLV-II-infectadas (60), mas nenhum dado está disponível relativo à transmissão para crianças amamentadas. Entretanto, estudo mais recente, entre índios Kaiapós no Norte do Brasil, indicou uma taxa de transmissão vertical de 45%, em crianças nascidas de mães soropositivas para HTLV-II (P. Novoa). HTLV-II pode ser transmitido sexualmente (61); o fator de risco mais comumente informado, entre doadoras de sangue norte-americanas infectadas pelo HTLV-II, é o contato sexual com usuário de droga injetável (6,58). HTLV-II pode ser transmitido pôr transfusão de produtos celulares (sangue total, células vermelhas e plaquetas) (31,32). A probabilidade de transmissão com hemácias parece diminuir com maior duração de armazenamento do produto (31). A alta prevalência de HTLV-II entre os usuários de drogas injetáveis é devida ao compartilhamento de agulhas, ou outras parafernálias para injeção, contendo sangue contaminado (62).

 

Doenças associadas

A infecção pelo HTLV-II não está claramente associada com qualquer outra doença. O vírus foi primeiro isolado de dois pacientes com leucemia de células pilosas (2,63), mas nenhuma evidência de infecção de HTLV-II foi achada em 21 pacientes adicionais com leucemia de células pilosas (64). Em um estudo, não foram achadas taxas mais latas de doenças linfoproliferativas entre índios americanos do Novo México onde HTLV-II está presente (65). Casos raros de doenças neurológicas similares a HAM/TSP (66), micose fungóide (67) e leucemia de linfócitos granulares (68) foram relatados em pessoas infectadas com HTLV-II. Foram publicados casos de eritrodermatite e infecções bacterianas de pele em pessoas coinfectadas com HTLV-II e HIV-1 (69).

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I Simpósio Paulista de HTLV
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