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Diagnóstico

TESTES SOROLÓGICOS PARA O DIAGNÓSTICO DA INFECÇÃO PELO HTLV-I E HTLV-II

Em contraste, pessoas cujas as amostras são "indeterminadas" raramente estão infectadas com qualquer um dos vírus (70,71). Em exemplos raros, pessoas com reatividade para p19 e para um produto de gene de env (gp61/68 e/ou gp46), mas sem reatividade para p24, foram consideradas infectadas pelo HTLV-I/II (72). Um avanço importante nos testes sorológicos para HTLV foi o desenvolvimento de uma proteína recombinante do env, p21e. Reatividade para p21e (ELISA e WB) foi considerada altamente sensível para infecção pelo HTLV-I/II, e foi observada em quase 100% das pessoas infectadas (73). Porém, a especificidade da reatividade de p21e foi interrogada (74,75).

Para propósitos de notificação e aconselhamento, a positividade de amostras que mostram sorologicamente p21e deveriam ser confirmadas por testes que identificam reatividade para env, como radioimunoprecipitação ou ensaios baseados em proteínas recombinantes (76), ou por PCR, até informação adicional estar disponível. Os testes sorológicos adicionais, discutidos acima, são incapazes, assim, de diferenciar anticorpos a HTLV-I de HTLV-II. Foi usada a intensidade relativa da reatividade para o p19 de proteínas de mordaça e p24 no " immunoblot" para diferenciar HTLV-I de HTLV-II (77), mas tal diferenciação pode ser incerta (78). Recentemente, foram desenvolvidos vários peptídeos sintéticos e proteínas recombinantes para este propósito (8,9,79).

Assim, como os testes adicionais previamente discutidos, todos estes testes são utilizados só para pesquisa. Dados preliminares indicam que podem ser altamente específicos para diferenciar os anticorpos de HTLV-I e HTLV-II (8,9,79). Nem todos os espécimes de soros HTLV-I/II-positivos podem ser diferenciados em HTLV-I ou HTLV-II, usando estes testes. Nestes casos, são necessários métodos mais sofisticados, como amplificação de provírus ou isolamento de vírus, para diferenciar infecção pelo HTLV-I ou pelo HTLV-II. Um dos testes confirmatórios mais utilizados no momento é o WB para HTLV-I e II (WB HTLV 2.4, Genelabs, EUA) que utiliza proteínas recombinantes específicas do HTLV-I e HTLV-II e mais uma região truncada da gp21 (GD21), além de proteínas comuns aos dois vírus.

Assim, o critério de positividade ocorre quando o soro reage contra a proteína do core (gp19 OU p24), GD21, a recombinante específica do HTLV-I (RGP46-I) ou a recombinante específica do HTLV-II (RGP46-II). Qualquer outro padrão com bandas é considerado inconclusivo, ou quando não reage para a RG46-I ou RG46-II, mas há presença da GD21, como HTLV-I/II (Figura 1).

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