|
Diagnóstico
TESTES SOROLÓGICOS PARA O DIAGNÓSTICO
DA INFECÇÃO PELO HTLV-I E HTLV-II
As amostras de soro são triadas para anticorpo
anti-HTLV-I usando 2 testes imunoenzimáticos autorizados,
de fabricantes diferentes, preparados com antígenos do
HTLV-I a partir do lisado total do vírus e algumas proteínas
recombinantes. Estes ensaios variam na sensibilidade para detectar
anticorpos para HTLV-II (4,5). Inicialmente, as amostras reagentes
são retestadas em duplicata para minimizar a possibilidade
da reatividade ser devida a erro técnico. Espécimes
que são reagentes em qualquer um dos testes duplicados
são consideradas reagentes repetidamente. Espécimes
que não reagem em qualquer um dos testes repetidos em duplicatas
são considerados não reagentes (3).
Mais recentemente, antígenos recombinantes
do HTLV-I, -II e gp21e foram incorporados ao ELISA, melhorando
a especificidade e a sensibilidade. Testes adicionais, como o
"immunoblot" (WB) e a análise por radioimunoprecipitação,
são necessários para interpretar, com correção,
os espécimes repetidamente reagentes. Tais testes adicionais
devem ser capazes de identificar anticorpos para proteínas
do core (gag) e do envelope (env) HTLV-I/II.
Pesquisa de anticorpos por imunofluorescência
indireta (IFA) para HTLV-I/II foi realizada em alguns laboratórios.
Nenhum dos testes adicionais foi autorizado pelo FDA, mas eles
estão disponíveis em instituições
de pesquisa, bancos de sangue, alguns laboratórios de saúde
pública, laboratórios industriais e como testes
"in-house" em alguns laboratórios de diagnóstico.
Os critérios seguintes, para soropositividade
de HTLV-I/II, foram adotados por um grupo de trabalho do Serviço
de Saúde Pública Norte-Americano (USPHS) em 1988
(3): um espécime, que é reagente repetidamente por
ELISA para HTLV-I/II, tem que demonstrar imunoreatividade à
proteína p24 e para um produto de gene env (gp61/68 e/ou
de gp46). São considerados indeterminados indeterminados
os "soros reagentes indeterminados" que não satisfazem
estes critérios mas mostram imunoreactividade a pelo menos
um produto. Podem ser exigidos "immunoblot" e radioimunoprecipitação
para determinar se um espécime é positivo ou indeterminado.
Espécimes de soro sem imunoreatividade para
qualquer produto de gene HTLV, em testes adicionais mais específicos,
são considerados falso-positivos. Vários estudos
que envolvem amplificação de provírus apoiaram
a precisão destes critérios diagnósticos;
são consideradas infectadas as pessoas cujos os espécimes
satisfazem os critérios para positividade com HTLV-I ou
HTLV-II (7,70).
|